“Vigiai…”

Adoração Eucarística - Dezembro 2016

DIA VOCACIONAL DA FAMÍLIA CARMELITA DE FÁTIMA

I. Leitura bíblica

Da Epístola de S. Paulo aos Efésios (Ef 6, 14-20):

“Permanecei bem firmes com os vossos rins cingidos com a verdade e revestidos com a couraça da justiça, de pés calçados com a prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Tende sempre nas mãos o escudo da fé, com o qual podereis apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Tomai o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orai em todo o tempo, movidos pelo Espírito Santo, com toda a espécie de orações e súplicas. Perseverai nas vossas vigílias, com preces por todos os cristãos. Orai também por mim, para que, ao falar, me seja concedida a palavra, a fim de anunciar com firmeza o mistério do Evangelho, do qual sou embaixador nas minhas algemas. Possa eu de facto anunciá-lo com firmeza, como é meu dever.”

Meditação

De uma homilia do Papa Francisco:

“Não se vence a «batalha» da perseverança sem a oração. Não uma oração esporádica, intermitente, mas feita como Jesus ensina no Evangelho: «orar sempre, sem desfalecer» (Lc 18, 1). Esta é a maneira cristã de agir: ser firme na oração para se manter firme na fé e no testemunho. Entretanto, dentro de nós, surge uma voz: «Mas, Senhor, como é possível não nos cansarmos? Somos seres humanos; o próprio Moisés se cansou!» É verdade, cada um de nós cansa-se. Mas não estamos sozinhos, fazemos parte dum Corpo. Somos membros do Corpo de Cristo, a Igreja, cujos braços estão dia e noite erguidos para o céu, graças à presença de Cristo ressuscitado e do seu Espírito Santo. E só na Igreja e graças à oração da Igreja é que podemos permanecer firmes na fé e no testemunho. (…) Rezar é lutar e deixar que o próprio Espírito Santo reze em nós. É o Espírito Santo que nos ensina a rezar, guia na oração e faz rezar como filhos. Os Santos são homens e mulheres que se entranham profundamente no mistério da oração. Homens e mulheres que lutam mediante a oração, deixando rezar e lutar neles o Espírito Santo; lutam até ao fim, com todas as suas forças; e vencem, mas não sozinhos: o Senhor vence neles e com eles”.

Cântico

Senhor, escuta a minha oração: quando eu chamo, responde-me. / Senhor, escuta a minha oração. Vem e atende-me.

[1º momento de silêncio]

II. Leitura bíblica

Do Evangelho de S. Marcos (Mc 13, 33-37):

“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento. Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse. Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir. O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!”

Meditação

De uma catequese de S. João Paulo II:

“A primeira atitude, bem ilustrada no trecho do Evangelho de Marcos que escutámos, é a da espera (cf. 13, 33-37). No original grego encontramos três imperativos que marcam o ritmo desta espera. O primeiro é: "Estai atentos", literalmente: "Olhai, cuidado!". "Atenção", como a própria palavra diz, significa tender, estar voltado para uma realidade com toda a alma. É o oposto da distracção. (…) Ao imperativo da atenção sucede o do "velar", que no original grego do Evangelho equivale a "permanecer acordado". É forte a tentação de nos deixarmos cair de novo no sono, envolvidos na espiral da noite tenebrosa, que na Bíblia é símbolo de culpa, de inércia, de rejeição da luz. (…) Há o terceiro imperativo, repetido duas vezes com o mesmo verbo grego: "Vigiai!". É o verbo da sentinela que deve estar alerta, enquanto espera com paciência o passar do tempo nocturno para ver despontar no horizonte a luz da aurora. (…) Os três apelos de Cristo: "Prestai atenção! Velai, vigiai!" resumem de modo límpido a expectativa cristã do encontro com o Senhor. Para o encontro com o mistério requerem-se paciência, purificação interior, silêncio, espera”.

Cântico

Permanece junto de Mim. Ora e vigia, ora e vigia.

[2º momento de silêncio]

v. Adorações anteriores

 

  [imagem: A Parábolda dos Talentos, Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606-69)]