“Vamos ao trono da graça…”

Adoração Eucarística - Janeiro 2017

DIA VOCACIONAL DA FAMÍLIA CARMELITA DE FÁTIMA

I. Leitura bíblica

Da Epístola aos Hebreus (Hb 4, 14-16):

“Tendo nós um eminente sumo sacerdote que penetrou os Céus, Jesus, Filho de Deus, permaneçamos firmes na profissão da nossa fé. Na verdade, nós não temos um sumo sacerdote incapaz de Se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado. Vamos, portanto, cheios de confiança, ao trono da graça, a fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno.”

Texto carmelita

De uma poesia de Santa Teresinha:

«Preciso de um coração ardente de ternura

Que me dê a sua força sem reserva

Que ame tudo em mim, mesmo a minha fraqueza…

Que nunca me abandone de noite nem de dia.

Não pude encontrar nenhuma criatura

Que sempre me amasse, sem nunca morrer

Preciso de um Deus que se revista da mesma natureza

Que se torne meu irmão e possa sofrer!

 

Tu ouviste-me, único Amigo que eu amo

Para me encantares o coração, fazendo-Te mortal

Derramaste o teu sangue, mistério supremo!…

E continuas a viver por mim no Altar.

Se eu não posso ver o brilho da tua Face,

Nem ouvir a tua voz cheia de doçura

Posso, ó meu Deus, viver da tua graça

Posso descansar no teu Sagrado Coração!» (P 23)

Cântico

Tu que conheces minha pequenez,/ Não receias baixar-Te até mim!/ Vem ao meu coração, Hóstia branca que eu amo,/ Vem ao meu coração, ele anseia por Ti!

Oh se a tua bondade me deixasse/ Morrer de amor depois desta graça!/ Jesus, ouve o meu grito, ouve a minha ternura,/ Vem ao meu coração, vem ao meu coração.

[1º momento de silêncio]

II. Leitura bíblica

Do Evangelho de S. Marcos (Mc 2, 1-12):

“Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra. Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto d’Ele, devido à multidão, descobriram o tecto por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?» Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico “Os teus pecados estão perdoados” ou dizer “Levanta-te, toma a tua enxerga e anda”? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, “Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa”». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim»

Meditação

Dos comentários sobre os Salmos de Santo Agostinho:

«Vieram trazer-lhe um paralítico» Não poderemos nós carregar com um homem cujas forças interiores estão enfraquecidas, como o paralítico do Evangelho, e abrir-lhe o tecto da Escritura para o descermos aos pés do Senhor? Certamente compreendereis que um homem nessas condições é um paralítico espiritual. E eu vejo o tecto (da Escritura), e sei que Cristo Se encontra escondido sob esse tecto. Vou, portanto, fazer, na medida do possível, o que o Senhor aprovou naqueles que descobriram o tecto da casa e desceram o paralítico a seus pés. De fato, Ele disse-lhe: «Filho, tem confiança! Os teus pecados estão perdoados!» E Jesus curou aquele homem da paralisia interior: perdoou-lhe os pecados e fortaleceu-o na fé. Mas havia ali gente cujos olhos não podiam ver a cura da paralisia interior. Tomaram por blasfemo o médico que a curara. «Por que fala este homem assim? Blasfema! Quem pode perdoar os pecados senão Deus?» Mas como esse médico era Deus, penetrou nos pensamentos do seu coração. Eles acreditavam que Deus tinha verdadeiramente esse poder, mas não viam Deus presente diante deles. Por isso o médico actua sobre o corpo do paralítico a fim de curar a paralisia interior daqueles que assim discorriam. Realizou uma coisa que eles pudessem ver para que também eles acreditassem. Portanto, tem confiança tu também, cujo coração é fraco; tu, que estás doente a ponto de seres incapaz de qualquer bem face ao que se passa no mundo. Tem confiança, tu que estás interiormente paralítico! Juntos, descubramos o tecto das Escrituras a fim de descer aos pés do Senhor”.

Cântico

Jesus Cristo, em Ti confio.

[2º momento de silêncio]

v. Adorações anteriores

 

  [imagem: O paralítico descendo do telhado (1886-96), James Tissot (1936-1902)]