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“Oração de recolhimento”

Adoração Eucarística - março 2018

DIA VOCACIONAL DA FAMÍLIA CARMELITA DE FÁTIMA

I. Leitura bíblica

Do Evangelho de S. João (Jo 4, 19-26):

“Naquele tempo, disse a Samaritana a Jesus: «Senhor, vejo que és profeta. Os nossos antepassados adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar». Disse-lhe Jesus: «Mulher, acredita em Mim: Vai chegar a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos Judeus. Mas vai chegar a hora – e já chegou – em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-l’O em espírito e verdade». Disse-Lhe a mulher: «Eu sei que há-de vir o Messias, isto é, Aquele que chamam Cristo. Quando vier, há-de anunciar-nos todas as coisas». Respondeu-lhe Jesus: «Sou Eu, que estou a falar contigo»”.

Meditação

Do Caminho de Perfeição de Santa Teresa de Jesus:

Já sabeis que Deus está em toda a parte. Ora está claro que, onde está o rei, ali está, como dizem, a corte. Enfim, onde está Deus, é o Céu. Sim; sem dúvida o podeis crer: onde está Sua divina Majestade, está toda a glória. Vede que Santo Agostinho diz que O buscava em muitas partes e O veio a encontrar dentro de si mesmo. Pensais que importa pouco a uma alma distraída entender esta verdade e ver que, para falar a seu Eterno Pai, não precisa de ir ao Céu, nem para se consolar com Ele é mister falar em voz alta? Por muito baixo que fale, está tão perto que nos ouvirá; nem é preciso asas para ir em busca d’Ele; basta pôr-se em recolhimento e olhá-l’O dentro de si mesma, e não se estranhar de tão bom Hóspede; mas falar-Lhe com grande humildade, como a um pai; pedir-lhe como a pai, contar-Lhe os seus trabalhos, pedir-Lhe remédio para eles, entendendo que não é digna de ser Sua filha (…). Tratai com Ele como a pai e como a irmão e como a Senhor e como a Esposo; às vezes de uma maneira, outras vezes de outra, que Ele vos ensinará o que deveis fazer para O contentar. (…) Por este modo de rezar, ainda que seja vocalmente, recolhe-se o pensamento com muita mais brevidade e é oração que traz consigo muitos bens. Chama-se de recolhimento, porque a alma recolhe todas as potências e entra dentro de si com o seu Deus e o seu divino Mestre vem ensiná-la e dar-lhe oração de quietude, com mais brevidade que de qualquer outro modo. Porque, metida consigo mesma, pode pensar na Paixão e representar ali ao Filho e oferecê-l’O ao Pai e não cansar o entendimento andando-O a buscar no monte Calvário, no Horto e atado à Coluna (C 28,9-10).

Cântico

Refrão: Não me tirareis, meu Deus, o que uma vez me destes em Vosso único Filho Jesus Cristo, em Quem me destes tudo quanto quero.

O céu é meu e minha terra; minhas são as gentes, os justos são meus e meus os pecadores, os anjos são meus e a Mãe de Deus, e todas as coisas são minhas; e o próprio Deus é meu e para mim, porque Cristo é meu e tudo para mim.

Refrão: Em Quem me destes tudo quanto quero.

[1º momento de silêncio]

II. Leitura bíblica

Do Cântico dos Cânticos (Ct 3, 1-4):

“No meu descanso, durante a noite, procurei aquele que o meu coração ama; procurei-o, mas não pude encontrá-lo. «Levantar-me-ei e percorrerei a cidade, pelas ruas e pelas praças, procurando aquele que o meu coração ama». Procurei-o, mas não pude encontrá-lo. Encontraram-me as sentinelas que rondavam a cidade e eu perguntei-lhes: «Vistes porventura aquele que o meu coração ama?». E logo que passei por eles,encontrei aquele que o meu coração ama. Abracei-o e não o largarei”.

Meditação

Do Cântico Espiritual de S. João da Cruz:

E, se é uma grande consolação para a alma saber que Deus nunca a abandona, mesmo quando em pecado mortal, quanto mais não o será para a que vive em graça! Então, ó alma, o que é que desejas e procuras fora de ti, se é em ti que estão as tuas riquezas, as tuas delícias, a tua consolação, a tua riqueza e o teu reino, ou seja, o teu Amado, que a tua alma tanto deseja e procura! E, já que O tens tão perto, goza e alegra-te com Ele no teu recolhimento interior. Aí O deseja e adora, e não O procures fora de ti, porque, além de te distraíres e cansares, não O encontrarás nem possuirás com tanta certeza, nem tão depressa, nem mais perto, do que dentro de ti! Só precisas de saber uma coisa: embora esteja dentro de ti, está escondido. Saber onde está escondido já é uma grande coisa para dar com Ele no lugar certo! É isto o que tu aqui pedes, ó alma, quando, com amor afetuoso, perguntas: Aonde Te escondeste? (C 1,8)

Cântico

Oh! Amado que no meu peito docemente repousas! De amor e glória cheio quão ternamente me enamoras! Oh! fogo, em cujo esplendor, a escura profundeza Descobre o meu Querido, trazendo luz e calor.

Refrão: Oh Amor que tudo crias, sublime eterna caridade, A tua chama é mais forte que tudo, mais forte do que a morte.

[2º momento de silêncio]

v. Adorações anteriores

 

  [imagem: Cântico dos Cânticos, Marc Chagall (1887-1985)]